O que dizem as diretrizes
| Idade | Recomendação | Referência |
|---|---|---|
| 0-1 ano | Sem telas | OMS, 2019 |
| 1 ano | Sem telas | OMS, 2019 |
| 2-4 anos | No máximo 1 hora por dia; menos é melhor | OMS, 2019 |
| 5-12 anos | Plano familiar de mídia em vez de um teto numérico | Quadro da AAP |
Não é duração, é substituição
O que determina o efeito de uma tela normalmente não é quanto durou, e sim o que não foi feito nesse tempo. Os mesmos 90 minutos são um problema se saíram do sono e provavelmente não são se saíram de uma tarde de fim de semana. Por isso uma lista de verificação funciona melhor do que contar minutos.
Um arranjo que reduz brigas
- Marque o momento em que acaba, não a duração: «desliga às 19h».
- Avise antes do fim: cinco minutos de aviso reduzem muito a resistência.
- Crie zonas sem tela: a mesa e o quarto.
- Carregue os aparelhos em um lugar comum à noite.
- Inclua o seu próprio uso. Uma regra só para a criança é vivida como castigo.
Perguntas frequentes
As telas prejudicam o cérebro da criança?
Não há evidência confiável que sustente essa afirmação. Os achados disponíveis são sobretudo indiretos: quando as telas reduzem sono, movimento e interação, os efeitos aparecem por essas vias.
Aplicativos educativos ensinam de verdade?
Nas idades menores o aprendizado vem sobretudo da interação, que a tela sozinha oferece pouco. Com um adulto presente e conteúdo comentado, o aprendizado aumenta claramente.
Com que idade dar um celular?
Não há idade única; pesa mais o histórico da criança com regras e o seu plano de supervisão. Se decidir que sim, um acordo escrito desde o início gera bem menos conflito.