Três eixos
| Área | 7-9 anos | 10-12 anos |
|---|---|---|
| Cognitiva | Pensamento por regras, lógica concreta, ordenar e classificar | Primeiros passos no abstrato, hipóteses, olhar crítico |
| Social | Grupos de amigos do mesmo sexo, regras do grupo | Status no grupo, medo de ficar de fora, confidências |
| Emocional | Forte senso de justiça, reação intensa à injustiça | Mais autoconsciência, vergonha, necessidade de privacidade |
A idade da comparação
É quando a criança se compara de forma sistemática pela primeira vez: quem corre mais, quem lê melhor, quem foi convidado. A autoavaliação bebe daí, e por isso a forma do elogio importa. Elogiar o resultado («você é tão inteligente») constrói uma confiança frágil; elogiar o processo («você não largou, tentou de novo») sustenta o enfrentamento.
Falar menos não é se afastar
- «Como foi o dia?» fecha com «bem»: a pergunta não está errada, o momento está.
- A conversa abre de lado: no carro, na louça, andando.
- Perguntas concretas abrem mais: «com quem você sentou no almoço?».
- Se o silêncio é total e vem com afastamento dos amigos e mudanças de sono e apetite, é outro assunto.
Perguntas frequentes
Ele não me conta mais nada. É normal?
Contar menos é normal nessa idade. O que preocupa é fechar-se por completo, sobretudo junto com afastamento das amizades e mudanças de sono e apetite.
Deve ter celular próprio?
A idade sozinha não decide; pesam mais o histórico com regras e o plano de supervisão da família. Se decidirem que sim, um acordo escrito desde o início gera bem menos conflito.
Devo continuar acompanhando a lição?
O objetivo é transferir a responsabilidade aos poucos. Funciona mudar a forma do acompanhamento: revisar o plano duas vezes por semana em vez de sentar todo dia.